quarta-feira, 10 de outubro de 2012

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No último mês de Abril, a igreja cristã africana foi vítima de violentos ataques terroristas.
Provocados por milícias radicalistas que utilizam da religião para disfarçar suas motivações políticas e gerar ódio e desconfiança entre cristãos e islâmicos.
Em Nairóbi, no Quênia, ao menos uma pessoa morreu e quinze ficaram feridas quando uma granada explodiu durante a manhã do dia 29 de Abril, um domingo. Testemunhas afirmaram ter visto um dos presentes ao culto depositar o explosivo sob um dos bancos do templo já ao final da cerimônia. Algumas pessoas tentaram perseguir o terrorista, mas desistiram quando ele pegou uma pistola e atirou contra elas, escapando por um beco em uma área residencial.
Embora o motivo do ataque não fosse esclarecido, acredita-se que tenha motivações “religiosas”. No mesmo dia, na Nigéria, homens armados invadiram um salão usado por cristãos em uma universidade do país e fizeram vários mortos e feridos. O caso aconteceu em Kano, no norte do país, e implantaram bombas em locais onde grupos cristãos costumam se reunir. Testemunhas afirmaram que por cerca de trinta minutos, explosões e tiroteios tomaram conta do campus, deixando 15 mortos.
Uma semana antes, a Embaixada dos Estados Unidos havia alertado as autoridades dos países sobre as possibilidades de ataques terroristas.
No Quênia, uma das maiores economias do leste da África, a intensidade dos ataques aumentaram desde que suas tropas invadiram a Somália, em outubro do ano passado, para combater a guerrilha islamita de Al Shabab, que atua no Chifre Africano como uma franquia do Al Qaeda. Desde a deposição do ditador Mohammed Siad Barre, em 1991, a Somália vive em estado de guerra civil e sua população vive à mercê de milícias islamitas.
Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelo ataque na Nigéria, mas as suspeitas apontam para o grupo islamita Boko Haram, que atua no norte do país e que já causou centenas de ataques similares, sendo alguns dos alvos as igrejas cristãs. No início do ano, o grupo efetuara o atentado mais mortal de sua história, com 180 vítimas fatais.
Os atentados contra as igrejas cristas são mais fortes durante as datas cristas, e as autoridades acreditam que tais atos tenham como objetivo fomentar conflitos religiosos nesses países. No domingo de Páscoa, um carro-bomba havia sido detonado em Kaduna, na Nigéria, próximo a uma igreja cristã, e deixou 41 mortos.

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